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Elaine Villela, consultora da Revista UFO
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Ufologia, segundo o dicionário Aurélio, é definida como a “Ciência, estudo ou tratado acerca dos UFOs”. Assim, tal área é estruturada e desenvolvida a partir desses artefatos que são classificados como objetos voadores não identificados, isso depois de descartadas todas as possibilidades de serem de origem terrestre ou apenas fenômenos da natureza. É importante ressaltar e esclarecer bem o papel do ufólogo nesse universo fantástico de fenômenos, fatos e evidências que, muitas vezes, não se encaixam dentro dos parâmetros científicos de nosso tridimensional planeta. O pesquisador do Fenômeno UFO não quer provar a existência de discos voadores ou seres extraterrestres, como insiste em deflagrar a mídia sensacionalista e iconoclasta.
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Getty images |
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Basta surgir um fato novo dentro da casuística ufológica para que as televisões, rádios e todos os demais meios de comunicação chamem prontamente um ufólogo – que muitas vezes não faz jus ao título, por de fato não merecê-lo –, para começar a berlinda de questionamentos infundados, a maratona da incredibilidade, deboche e desrespeito que normalmente acaba acontecendo nesse tipo de abordagem. Com isso, o pesquisador autêntico, cujas credenciais trazem o aval da seriedade de propósitos, juntamente com anos de pesquisas, cultura ampla e boa reputação na comunidade ufológica, acaba se esquivando dessa mídia, para continuar seus trabalhos dentro de um círculo restrito de estudos e trocas de informações.
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| Aventura cósmica |
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Consequentemente, quem perde o acesso e a oportunidade de ampliar seus conhecimentos e, principalmente, expandir essa consciência tão reduzida, tão limitada a Terra e ao seu cotidiano, é a população em geral, que continua sendo subjugada pelos poderes dessa velha autocracia tendenciosa – que veta e, muitas vezes, esconde –, confundindo e manipulando o fato conforme seu interesse mercadológico. Daí, a necessidade do pesquisador possuir uma boa bagagem de informação, para poder articular suas idéias com embasamento científico e conhecimento de causa, estando assim, preparado para expor seus argumentos com credibilidade e segurança.
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Então, o que é necessário para ser um ufólogo? O que motiva o homem a se dedicar a essa área tão rica de fenômenos e mistérios, que transpõem os portais da ilusão, da realidade e do misticismo? Seria talvez a paixão pelo desconhecido e inusitado, em busca da resposta pela qual a humanidade anseia: afinal, quem está conosco nessa misteriosa aventura cósmica? Devido à importância desse incansável e determinado estudioso, não só para a área ufológica, mas para todas as demais disciplinas que fazem parte do universo humano, buscamos entender melhor a posição do ufólogo dentro desse contexto, como peça fundamental para o desenvolvimento de uma Ufologia mais fortalecida, dinâmica e respeitada, principalmente, pelos próprios pesquisadores.
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Declaração de ufólogos
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Numa compilação de depoimentos da lista da Revista UFO Online, destacamos algumas respostas dos integrantes sobre o seguinte tema: o que é preciso ser ou ter para se tornar um ufólogo? Segue abaixo algumas declarações de ufólogos, ufófilos e estudiosos da temática ufológica.
Laura Elias, consultora da Revista UFO: “Para que o ufólogo possa levantar hipóteses sobre algo é necessário ter uma base teórica de raciocínio e pesquisa. É preciso fazer muita leitura e estudar sobre as várias áreas do conhecimento humano, principalmente, astronomia, astronáutica, psicologia, história, arqueologia, geografia, geomorfologia, biologia, genética, sociologia, antropologia, química, física clássica e quântica, teologia e por aí a fora. Claro que ninguém vai ser doutor em tudo isso, mas um conhecimento básico é essencial. Esse processo de aprendizado demanda tempo e reflexão. Mas uma dica muito importante é priorizar a leitura de livros e não de sites. A pesquisa on-line deve ser usada apenas para auxiliar e não ser a única forma da coleta de fundamentos teóricos.
Isso nos leva a outro ponto que é tão imprescindível quanto o anterior: equilíbrio e raciocínio metódico sobre o que se lê. É necessário ter uma boa dose de bom senso, lembrando que nenhum fato deve ser visto de maneira isolada, mas contextualizado, levando-se em conta o cenário histórico e cultural onde ocorreu. Lembre-se sempre que a leitura informa e a reflexão qualifica aquilo que você leu, ajudando a encaixar os fatos que se conhece dentro daquilo que se aprendeu. Uma personalidade inquisidora e forte, além de senso autocrítico são fundamentais, pois nos faz ter critérios de avaliação, inclusive de nós mesmos”.
Francisco C. da Cunha, integrante da lista Revista UFO Online: “Para ser um ufólogo deve-se ter vontade e determinação para pesquisar, não tendo medo do desconhecido e, principalmente, receio ou vergonha de pessoas céticas. Saber o momento certo para dar ou receber opiniões e, é claro, saber julgá-las com clareza e firmeza”.
Fabiano Guirÿ, integrante da lista Revista UFO Online: “Primeiramente, é preciso estar aberto ao novo e aquilo que está além da nossa imaginação, aceitando tudo isso de forma neutra. É extremamente importante estar preparado para uma infinidade de questões, muitas delas criadas por céticos desapegados a imensidão do universo. Enfim, é necessário acreditar que, assim como nós habitamos o Planeta Azul, muitos outros, elevados ou não, residem neste céu com milhões de estrelas”.
Rodolfo Heltai, consultor da Revista UFO: “Ler livros bons, mas não só aqueles relacionados ao tema ufológico, e sim sobre as principais ciências, tais como: (química, biologia, metafísica, astronomia, meteorologia, geologia, psicologia etc. É importante ter o máximo de conhecimentos técnicos e científicos em áreas distintas, pois embora não seja reconhecida como ciência, a Ufologia apresenta uma metodologia que precisa ser entendida. Vale a pena também adquirir informação e noções de fotografias e filmagens. O mais interessante é se especializar numa determinada área de atuação, como: contatos alienígenas, abduções, análise de fotos, vídeos e solo, além de vigílias. Antes de tudo, é imprescindível ser imparcial, criterioso, autêntico, rigoroso e procurar sempre o palpável e concreto. Enfim, é preciso ter os pés no chão e não se deixar levar por histórias mirabolantes e fantásticas, pois isso pode gerar fanatismo. Vale lembrar que a Ufologia deve ser científica e não religiosa, no sentido de querer substituir qualquer crença”.
Marcelo Simas Pereira, integrante da lista Revista UFO Online: “Um dos pontos principais para se tornar um ufólogo é perseguir incansavelmente a verdade dos fatos, sempre de forma objetiva e imparcial. Além disso, aquele que escolher esse caminho deve estar aberto às possibilidades e ter coragem de encarar os fatos, despindo-se de preconceitos e mantendo uma postura cética, mas jamais intransigente. Nunca deve forjar provas ou servir-se de falsos relatos – quando estes forem sabidamente fraudes, seja para que fim for. É importante que esse indivíduo vá pesquisar in loco os casos, ouvir as testemunhas com atenção, boa vontade e senso crítico, no entanto sem demonstrar sua opinião sobre o assunto, nem adotar uma postura condescendente ou de superioridade sobre o depoente. Deve procurar integrar-se a outros ufólogos, trocando informações, opiniões, experiências e colocando sempre a pesquisa ufológica acima das preferências, simpatias e afinidades pessoais. E, principalmente, respeitar as opiniões contrárias a sua, por mais absurdas e disparatadas que lhe pareçam, pois a Ufologia é enriquecida por essa diversidade de opiniões e pontos de vista”.
José Ricardo Quintela Dutra, consultor da Revista UFO: “Ser filiado a um grupo de pesquisas, associação ou centro ufológico nacional ou internacional é o primeiro passo. A partir disso, a pessoa deve desenvolver pesquisas relacionadas ao tema e posteriormente publicá-las em algum periódico como, por exemplo, a Revista UFO. Os resultados precisam também ser apresentados aos membros da comunidade ufológica. A troca de informações é fundamental, por isso o indivíduo deve participar efetivamente de encontros e palestras, já que é nesse momento que poderá mostrar seu trabalho. É preciso aceitar as críticas, pois só assim saberá como criticar. Porém, o mais importante é divulgar com honestidade o Fenômeno UFO. Acredito que agindo desta maneira poderemos ter ufólogos sérios dentro de nossa comunidade”.
Fábio da Matta dos Santos, integrante da lista Revista UFO Online: “A Ufologia, sob meu ponto de vista, pode ser interpretada como uma forma de encarar a vida de peito aberto. Tratar dos fatos observáveis sem perder o interesse pela divulgação dos resultados alcançados gratuitamente, voluntariamente e, principalmente, fraternalmente. Ensinar se necessário, estimular se possível e lutar pacificamente quando não houver outro caminho a seguir em direção ao óbvio: a aceitação da inconsistência da cultura humana. Isso, sem dúvida, nos levaria a uma reflexão sobre nossa relevância nesse mundo. Na Ufologia, é nossa obrigação nos reportarmos para a máxima socrática – “só sei que nada sei” –, pois somos insuficientes para avaliar o equilíbrio da vida.
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Jamais alcançaremos o nirvana, pois este sempre será chutado à frente por nossos pés. Precisamos ter consciência de que somos seres limitados, assim como tantos outros. Devemos assimilar que se as experiências ufológicas potencializarem nossa impressão cognitiva do universo, se nos associarmos seremos ilimitados. É nisso que acredito. Não sei o quanto tais frases representarão na vida de quem as ler, porém, certamente, será um bom motivo para acreditar que é possível enxergar uma luz no fim do túnel, pois ainda não chegou a hora de avaliarmos se este existe ou mesmo que o brilho é a direção correta. Só podemos acreditar realmente no que apreciamos por contato direto, pois qualquer outra situação é passível de reinterpretação”.
Por tudo isso que você leu acima é imprescindível que a classe ufológica se empenhe em redefinir o papel do ufólogo, para que este não continue sendo confundido com os “pseudo-ufólogos” que saem por aí buscando projeções e vantagens pessoais, disseminando a incompetência, o escracho e a descredibilidade. É por essa razão que devemos promover uma maior divulgação desse fantástico estudo, que por não estar fundamentado oficialmente dentro dos pilares da ciência, não consegue ainda se estruturar como tal. Porém, já estamos vislumbrando uma nova perspectiva através da evolução da própria tecnologia e, incontestavelmente, pelas evidências que se tornam cada vez mais concretas. Estas deixam rastros entre as estrelas, bailam diante de nossos olhos e, muitas vezes, estão bem acima de nossos próprios quintais.
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